Nós

Eu me vendo

Num futuro próximo, quando se procurar nos sites de busca sobre “Bequadros” aparecerá links para diversas redes socias, site oficial e até Wikipedia. Eis o que gostaríamos de ler na definição da Wikipedia:

Bequadros é um conjunto musical indefinível. Não se sabe se é banda, grupo, dupla ou até mesmo uma célula revolucionária. Talvez seja isso, mas só talvez. Uma célula apenas. Uma revolução, quem sabe?! Certo é que nasce da desconcordância de dois primos músicos que viram que nas suas cabeças havia algo ainda a ser dito. Muitos algos a serem repetidos e outros tantos a serem compreendidos, apesar de tão ouvidos e repetidos. No seu primeiro álbum, e até agora único, eles fazem uma reflexão de quem são e de quem somos. Esses tantos nós que somos, atados, tão cegos. Não nos vemos bem. Nos vendemos, nos vendamos e, quando por fim, nos vemos, nos assustamos. Assim, precisamos nos rever.

As canções, quase sempre na primeira pessoa, começam na infância inocente, curiosa e segura, pois protegida pela figura adulta. A adolescência entra em cena cheia de questões, revoltas, causas, faltas, vontades e utopias. É um turbilhão de sentimentos e sons, seja na forma de harmonia, melodia ou até mesmo de ruídos e dissonâncias, típicas do nosso cotidiano e dessa “fase”. Por fim aparece o adulto que, após um leve despertar, se olha e se assusta com sua venda. Vendido. Vendado. Pois a criança e o adolescente se encontram suprimidos, em coma, mas não mortos. Ainda há tempo de recomeçar.

Já é madrugada’accordacorda’accorda…

 

 

3 thoughts on “Nós

  • Ronaldo irmão do Mauricio da banda Espigão: Conforme prometi ao Arley eis um breve comentario sobre o disco EU ME VENDO.
    Exemplo de talento e competencia de musicos mineiros e brasileiros. alem disso a trajetoria dos proprios integrantes do grupo fala por si mesma. Plageando o proprio cd no que se refere a musica SUGESTAO: a musica sobre a guerra merece uma letra separada só sobre o refrao em portugues e flauta ou sax (ou outro metal) inteligentemente inserido, na musica alma pensar em inserir flauta ou sax na introduçao ate o final do aaaaaa. Parece que sou critico musical, mas nao sou só tomei a liberdade de abusar um pouquinho. Gostei muito do cd e acho que podem pensar em um trabalho sinfonico com diversas orquestras brasileiras e internacionais a exemplo de Lenine, Alceu Valença e outros que nao me lembro no momento. Voces sao a meu ver uma mistura do classico, mpb, rock sinfonico, pop rock e jazz. Aguardo retorno desse meu abusado comentario. Nas horas de lazer brinco com sax soprano, sax alto, clarineta, escaleta, teclado e violao sem ter estudado musica, sao somente brinquedos com os quais me divirto. Grande sucesso pra voces.

    • Olá Ronaldo! Desculpe pela demora na resposta. A gente sempre responde rápido, mas desta vez a notificação não chegou pra nós e só vimos hoje. Agradecemos muito pelo seu comentário e ficamos felizes que você gostou e ouviu com tanta atenção. Quanto às suas sugestões, a letra de We won the war pergunta basicamente: “Alguém, alguma vez, já realmente venceu uma guerra?!” Cabe a cada um de nós (humanos) responder e nos questionar. É uma discussão em aberto que esperamos que aconteça, principalmente para que não haja mais guerra. Quanto à flauta no início d’a Alma, pode ser uma boa, mas logo em seguida entra o violino, né?! Sobre a gente trabalhar com uma orquestra, seria um sonho realizado!

      HáBraços e continue tocando sempre!

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